Calcula os três rácios de Peter Lynch para avaliar se uma ação está cara ou barata em relação aos seus lucros e ao seu crescimento.
Quanto pagas por cada €1 de lucro? O P/E é o rácio de avaliação mais usado e o ponto de partida para analisar qualquer ação.
P/E = Preço ÷ EPS (Lucro por Ação). Um P/E de 15 significa que pagas 15× o lucro anual da empresa. Compara sempre dentro do mesmo setor.
💡 Preço no broker (Degiro, XTB) ou Google Finance; EPS nos resultados anuais ou Yahoo Finance → "Statistics".
⚠ O P/E varia muito por setor. Um P/E de 30 pode ser normal para uma tecnológica e elevado para utilities.
Corrige o P/E pela taxa de crescimento esperada dos lucros. Criado por Peter Lynch: PEG < 1 sugere que o crescimento justifica o preço pago.
PEG = P/E ÷ Taxa de crescimento (%). Duas empresas com P/E de 20 são muito diferentes se uma cresce 5%/ano e a outra 30%/ano. PEG < 1 = potencialmente subavaliada · PEG 1–2 = avaliação justa · PEG > 2 = potencialmente cara.
💡 Taxa de crescimento: estimativa de analistas no Yahoo Finance → "Analysis" → "Growth Estimates", ou média histórica de 3–5 anos.
⚠ O crescimento futuro é uma estimativa. O PEG é mais fiável para empresas com histórico de crescimento consistente.
Versão do PEG que inclui o dividend yield. Ideal para empresas maduras que distribuem dividendos — o rendimento do dividendo também é retorno para o investidor.
PEGY = P/E ÷ (Crescimento % + Dividend Yield %). Inclui o dividendo como parte do retorno total. Uma empresa que cresce 10% e paga 4% de dividendo tem o mesmo potencial de retorno que uma que cresce 14% sem dividendo. PEGY < 1 = atrativo.
💡 Dividend Yield: dividendo anual por ação ÷ preço atual × 100. Encontras na página da ação no teu broker ou no Google Finance.
⚠ Estes rácios são ferramentas de análise, não garantias. Usa-os como ponto de partida, não como única base de decisão de investimento.
Peter Lynch — gestor do Fidelity Magellan Fund que obteve retornos médios de 29% ao ano entre 1977 e 1990 — popularizou estes três rácios no seu livro One Up on Wall Street. O objetivo era dar a qualquer investidor particular uma forma simples de identificar ações potencialmente subavaliadas sem precisar de modelos financeiros complexos.
O P/E diz quanto pagas pelos lucros atuais. O PEG corrige esse preço pelo crescimento futuro esperado. O PEGY vai mais longe e inclui o dividendo, reconhecendo que o retorno total de um investimento inclui tanto a valorização como o rendimento distribuído.
Estes rácios são pontos de partida, não conclusões. Um PEG baixo pode significar uma oportunidade — ou pode significar que o mercado não acredita no crescimento projetado. Um P/E elevado pode ser justificado se a empresa tiver uma vantagem competitiva durável (moat). Usa sempre estes rácios em conjunto com uma análise qualitativa da empresa.
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